
Passeio aleatoriamente pelo Marais. Rue des filles du calvaire, rue Vieille du Temple. As lojas de estilistas independentes, as montras cheias de design, Rue Charlot, as galerias de arte, Rue Poitou, mais galerias. Raparigas lindíssimas. Desço em direcção à Rue de Rivoli. Um frio magnífico. Reparo no pêlo cuidado dum cão enorme dentro duma loja minúscula dedicada a não sei quê. Baguetes enfiadas à pressa na mochila. Bicicletas lindíssimas. Rue du Roi de Sicile.
Mais abaixo viro à direita e entro numa das zonas mais movimentadas da cidade. A violenta aparição dos carros. Sigo. Quase em Hôtel de Ville. Lojas pantagruélicas, néons. Mudo de direcção, o rio, vou para a raiz da cidade. Um carrocel onírico desligado, cães finérrimos, vagabundos deitados no chão. Depois do alcatrão entrevejo já o brilho irregular da água.
E é aí, quando as paredes cessam, que no céu negro aberto surge o clarão da torre Eiffel. Um farol rotativo que varre o tecto da cidade perfurando a neblina nocturna. O círculo que desenha no céu, como um cromeleque de luz, é a referência mágica primordial da cidade. Debaixo de si, o território todo se une.
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